Musik

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

De volta das cinzas...



É...chegou a hora de retomar o Diário.

Anos se passaram, coisas aconteceram, aprendi e aperfeiçoei muitas coisas...eis um novo Vikki a vos escrever. Até cheguei a considerar apagar ou reescrever algumas postagens, pois já não representam o que/como penso...mas elas representam quem já fui um dia, e acho digno mantê-las como estão por ser um dos poucos registros sobre o meu passado que conservei. Não gosto de sair em fotos, não escrevo diários (de verdade), não filmo ou registro de qualquer outra forma meu cotidiano...então essas postagens acabarão por ser meu único memento.

Contudo, sendo eu um novo Vikki, considero digna uma repaginada no DT...a ideia é deixá-lo com a minha cara de agora, em sintonia com quem me tornei e somente voltarei a fazer postagens efetivas após concluir essa reforma.

Não sei se alguém ainda lê isso, ou se importa...mas recentemente criei um outro blog (secreto) onde narro umas desventuras que tenho vivido e, sendo ele secreto, somente um ou outro dos meus amigos próximos chegou a conhecê-lo - até pra me ajudar a arrumar algumas coisas e porque acompanharam boa parte da história.

Dessa forma, com essa nova visão de "leia quem tiver que ler", minhas novas postagens e abordagem aqui no DT não visarão alcançar o grande público (como sempre), mas mais que isso, serão puro reflexo de considerações minhas sobre mim em relação ao mundo, à natureza humana, à vivência de experiências e ao aprendizado de coisas novas. Vai se tornar cada vez menos "Diário Treborn" e cada vez mais "Diário Svart", por assim dizer :) hahaha

Então...é isso!
Sejam bem vindos à reconfiguração do Diário e fiquem à vontade parar entrar e sairem quando quiserem. Hora de recomeçar do zero...

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Igualdade...#2 - Celebridades

Gostaria de dedicar essa postagem a todas as "pessoas públicas" com quem tenho tentado estabelecer contato frequente há algum tempo...

O que leva uma pessoa a acreditar que o alcance e a admiração de um público as faz diferentes (além do óbvio, em se falando de diferenças) daqueles que tentam se aproximar e estabelecer uma relação além de fã-famoso? Por que tem que ser tão difícil acessar e conseguir "ganhar" essas pessoas, que são tanto quanto (ou, às vezes, até menos que) nós enquanto indivíduos, mas nas quais vemos algo que nos parece relevante, interessante, valoroso para ser alguém com quem compartilhar momentos e experiências de nossas vidas?
...por que NÓS temos que lembrá-los de que são pessoas como nós?...

Desde que a humanidade se constituiu em sociedade, com posições hierárquicas e divisão de tarefas, alguns indivíduos se deram o direito/a condição de estabelecer um ar de superioridade, uma pose de autoridade, uma presença notória e nitidamente segregadora. O problema nem é esse, afinal, funções diferentes de pessoas diferentes dentro de um grupo social, por natureza, já constituem segregação.
A questão é a segregação depreciativa. Aquela em que as diferenças entre um indivíduo e outro dão a entender (indevidamente) que um deles é mais merecedor, valoroso, importante, influente ou significativo que o outro.

Esse clichê de dizer "somos todos iguais" é, obviamente, uma frase de efeito para tentar quebrar os paradigmas preconceituosos raciais, genéricos/sexuais/sexistas, religiosos, trabalhistas e afins. Mas nada mais é que uma falácia. E, enquanto falácia, não resolve o problema.

Há de se considerar as diferenças, individualidades e idiossincrasias de cada indivíduo. Afinal, é esse papo de "somos todos iguais" que vem anulando, massificando e formatando as pessoas ao longo do tempo. O capitalismo, por natureza, já instaura a idéia de "ter" em vez de "ser"; ainda se propagando o pensamento  de "somos iguais", as pessoas têm se tornado autômatas, praticamente "ciborgues" de carne e osso, no sentido original da expressão (do inglês cyborg, abreviação para cybernetic organism - literalmente, organismo cibernético). Nos tornamos, cada vez mais, "um só". Mas não "um só" no sentido bonito do Rei Leão, onde as diferenças formam um todo belo e complexo, mas "um só" no sentido de que somos, cada vez mais, réplicas uns dos outros...corpos que se movem e sobrevivem em função de falsos ideais de gosto, de interesse, de valores, de objetivos e motivações para a vida.

Quando alguém te perguntar "qual é sua motivação de vida?", se quer saber qual é sua meta de vida. O que te move. Para que você vive?

A origem e o objetivo de nossa existência permanecem um segredo obscuro até os dias de hoje, mesmo detendo toda a tecnologia e conhecimento que produzimos e adquirimos ao longo dos não poucos séculos de existência de nossa espécie sobre a face desse planeta. Mas, como já dizia Sócrates: "Uma vida sem um objetivo não é digna de ser vivida". Passamos, então, a estabelecer "metas maiores" para alcançarmos enquanto respirarmos. Alguns queriam pisar na lua, outros compor uma obra-prima (seja musical, plástica, cênica, arquitetônica, escrita...), outros ainda fazer uma grande descoberta científica, resgatar uma nação da decadência, salvar-vidas de pessoas e/ou animais, e por aí vai.

Hoje em dia, pra que as pessoas vivem? Novela? "Bater ponto" (trabalho, pros leigos)? "Live fast, die young"? Ganhar visualizações em vídeos no YouTube???
...e aí? De que terá valido todo o investimento feito na sua pessoa até seu último suspiro? Todo o ar que você consumiu, todo alimento, água, energia, espaço ocupado...?
Parece um pensamento extremamente frio, racional e odioso, mas não é! É uma reflexão lógica!

Eu não me importaria de morrer de fome pra sustentar outro Galileu, Einstein, Mozart...pessoas que marcaram a história e foram notórias por sua contribuição para o desenvolvimento da sociedade em que vivemos hoje! Indivíduos que deixaram um legado colossal...e o que estamos fazendo com isso???

JOGANDO NO LIXO!

Façam um favor a si mesmas, celebridades vazias e irracionais...façam suas vidas valerem a pena, por favor! ;)

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Música #05 - Seigmen... (parte 1/3)



Desenterraaaaaaando a seção musical!

Mas agora que coloquei um Music Player aqui deu coragem de atualizar. Assim, tudo o que posto aqui vai tocar lá, e tudo que já toca lá (mas não postei ainda) será postado, reciprocamente.

Dessa vez venho com uma recomendação muito especial, por algumas razões:
  1. Já tinha lido a respeito, mas criei coragem pra conhecer (o que deveria ter feito bem antes, porque amei muito!) por causa da P.M., que também inspirou minha última postagem dupla (Futuro...);
  2. É uma banda Norueguesa (e tenho uma paixão misteriosa pela Noruega), que canta tanto em Norueguês quanto em Inglês. Sonoridade versátil, bem trabalhada e com letras fantásticas;
  3. Não é uma banda tão conhecida, ou divulgada pelo menos, que é a intenção de passar por aqui. Bandas já muito famosas não precisam tanto desse espaço de divulgação em blogs understream, e há tantas outras bandas excepcionáis por aí que deveriam ser conhecidas e valorizadas...acho justo buscar esse equilíbrio do jeito que posso.

Então, achei digno fazer a retomada dessa seção trazendo eles à tona! ;)
Essa postagem vai ser um pouco longa, dividida em três postagens, pois estou fazendo tradução livre da biografia da banda direto do site deles, então é como se eu estivesse trazendo pro Português as exatas palavras que eles usaram pra contar sua história. Mas vale a pena, é uma história e tanto!!! hahahaha

SEIGMEN - DÖDERLEIN


http://www.youtube.com/watch?v=sMeHf65_aIQ

"A história da Seigmen começou no Outruno de 1989. Eles eram chamados "Klisne Seigmenn" (uma referência a uma marca de doces norueguesa, "Seigmenn") na época e fizeram uma ótima impressão no primeiro Rock de Natal (Christmas Rock [EN] /Julerock [NO]) na sua pequena cidade natal de Tønsberg.

Totalmente inesperado, indecente e incompetente, mas definitivamente memoravel. Jornalistas têm frequentemente se perguntado como cinco caras da agradavel, gentil e ensolarada costa sul da Noruega poderiam projetar tanta agressão. Mas nós sabiamos. Como o goleiro do clube local de futebol (football, não soccer) Teie se injuriou e reclamou da "Mye Dritt" (muita merda), ou como dois dos filhos de taxistas locais subitamente se tornaram heróis para as crianças usando Moicanos e botas cor-de-rosa, que "batiam cabeça" logo no primeiro acorde que a Klisne Seigmenn tocou ao vivo. Eles estavam no auge do Grunge.

As roupas New Wave, o gel no cabelo, o equipamento da época do Pink Floyd e os sons impossíveis do Synthpop tinham todos se acabado. Éra "faça ou morra", e a Klisne Seigmenn pôs seus dedos compridos no que estava rolando no resto do mundo ocidental, e desavergonhadamente impuseram seu clamor. Riffs triplos de guitarras, pulos sincronizados, vocal de Death Metal e atitude Punk fizeram da Klisne Seigmenn o sonho de todo "youthclub" (grupo de jovens).

Depois de alguns anos debaixo do mar na - em breve lendária - doca Submarino em Tønsberg, a hora havia chegado. Todo mundo que já tinha pisado num pedal de distorção começou a se apresentar, o espírito-livre do Pós-Grunge reinando, e a Klisne Seigmenn abriu shows pra grandes nomes de Oslo como a Anal Babes e a Astrobuguer. Tendo vendido um todo de 45 fitas cassette da primeira demo e fazendo seu nome mais internacional, Seigmen lançou o EP Pluto pelo seu próprio selo, Ikon. Uma coleção de canções-faça-uma-pose superpotente, crua, quase clone de Punk e Metal.

Sob o título "A Revelação", a revista musical "Puls" escreveu "Eles são cinco, e fizeram um lançamento aterrorizantemente bom. Um lançamento que mostra, não um cordeiro sacrificado, mas criaturas musicais divinas que merecem louvor". Seigmen subitamente se tornou a tão aguardada esperança para o rock Norueguês. Eles eram jovens, críveis e indepententes financeiramentre, atraentes, tinham um grande baterista e um produtor sagaz. Logo que começaram a fazer turnês, a garotada se amontoou ao redor dos emergentes sutis".

[continua...]


***Discografia***

* 1992 - Pluto
* 1993 - Ameneon
* 1994 - Total
* 1995 - Metropolis
* 1996 - Metropolis - The Grandmaster Recordings (Metropolis versão em inglês)
* 1997 - Radiowaves
* 1999 - Monument (Álbum de compilação)
* 2006 - Rockefeller (Álbum ao vivo da reunião)

Fonte: Seigmen - Site Oficial [seção Biography]

♫ "Noen fortjener en god død (Et tusen lykter viser vei)"♪

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Futuro... #2


Continuação da postagem inspirada na minha muy prezada P.M., quem estive acompanhando por um tempo (tem link pra um dos blogs dela aqui, na seção Friends & Fiends) e me fascina de uma forma muito misteriosa. Não é o tipo de pessoa em que se esbarra nas esquinas da vida com frequência (quem dera fosse...o mundo seria, definitivamente, um lugar infinitamente melhor...rs).


*** pt. 2 ***

Quem é você pra mim? E quem sou para você? E somos quem somos para nós, ou para os outros, ou para todos...ou para ninguém?!
Como nos dedicamos a acreditar que as pessoas com quem nos relacionamos são quem esperamos que elas sejam, ou que elas são quem demonstram ser...e quantas vezes nos surpreendemos, nos arrependemos, nos orgulhamos e nos equivocamos com essas crenças?

Como saber se alguém é quem aparenta ser?

Bem...há diversas formas de ver isso...a maioria pautada em filosofia, psicologia, antropologia, sociologia e outros estudos voltados ao ser humano, mas...como esse não é um blog científico, pelo contrário, vou passar por um pouquinho de algumas dessas visões e por outras mais puxadas pra um senso comum, uma interpretação de cunho mais...pessoal...subjetivo...quiçá até tendencioso e suspeito...mas que seja.

Como abordado na postagem anterior, não somos capazes de ter controle sobre eventos por vir...e, igualmente, sobre as vidas com as quais as deparamos, que cruzam nossos caminhos ao longo do tempo, com as quais nos vemos obrigados, compelidos ou simplesmente favorecidos em lidar.
Cada ser humano é único, e essa singularidade pode ser paradoxal, a partir do momento em que conseguimos estabelecer padrões de comportamento, de comunicação e de identificação entre indivíduos de lugares diferentes, culturas diferentes, valores e criações diferentes e que, além de tudo isso, nunca se conheceram, sequer trocaram uma palavra, um olhar.

Como seria, então, possível estabelecer esses padrões, se cada indivíduo é único?
O fato é que não somos tão únicos quanto pode parecer. Desde seus primórdios, a humanidade (que não era tão populosa quanto hoje) começou a desenvolver padrões de comportamento diante de resultados positivos que tinham frente a experiências pelas quais se viam obrigados a passar...experiências de caça, de busca de abrigo, de necessidade de se manterem aquecidos, protegidos, enfim, vivos.
Esses comportamentos "adequados", assim digamos, foram sendo transmitidos de indivíduo para indivíduo, de geração em geração, de quem descobriu para quem passou a conhecer aprendendo. Isso, ao longo das eras, foi se modificando conforme a expansão territorial trouxe adversidades para as quais foram necessárias adaptações em alguns desses comportamentos. Povos de regiões mais frias passaram a se comportar diferente de povos das regiões mais cálidas, ainda diferentes dos povos que passaram a habitar montanhas, praias e florestas.
Com o desenvolvimento tecnológico (da roda à polvora, do fogo ao aço cirúrgico, da faca de pedra ao laser), novos comportamentos e técnicas foram sendo desenvolvidas e, igualmente, transmitidas a cada geração. Isso explicaria o padrão em pessoas distintas de várias partes do mundo.

Por outro lado, a forma como as pessoas lideram com determinados eventos diante de determinadas situações diferiram, e isso fez toda a diferença em algum momento do progresso da espécie. Povos se desenvolveram antes e/ou melhor que outros diante de escolhas que seus líderes (ou mesmo meros membros populares não-detentores de grandes poderes) tomaram. Escolhas essas por muitas vezes baseadas em suas crenças. Apostas feitas que por vezes deram certo, por vezes não.

...seja como tem sido, acabou nisso aqui. Só nos resta tomar consciência de como nossos atos, cada um deles, de cada piscada e respiração a cada grande escolha tomada, interfere no que vem pela frente...

Cara Nova #8


Saudações, meus caros (e raros) leitores e seguidores.

Admito que a interface anterior era experimental, e não agradou (nem a mim, nem a qualquer um).
Então resolvi respirar fundo e voltar a alterá-la. Essa nova interface lembra bastante a primeira que o DT usou, mas com um ar um pouco mais...moderno.
O banner que escolhi dessa vez é a representação de um conjunto de neurônios produzindo sinapses que, à um primeiro e descuidado olhar, pode se assemelhar a uma galáxia. 
Gosto de lembrar o quanto nossos encéfalos (que é o nome correto pro vulgo "cérebro") são complexos, quase um universo à parte, e acho que essa imagem representa bem isso.

Mas creio que é uma nova fase pro DT, assim como pra mim,  e está na hora de retomar a atividade.
Vou tentar bolar uns tipos de postagens novas aqui, pra tentar aumentar as possibilidades de entretenimento e, quiçá, o público em si.

Todas e quaisquer sugestões serão sempre muito bem-vindas.
Agradeço ao apoio de todos que têm me incentivado a mantê-lo e, eventualmente, me inspirado nas postagens que tenho feito. O DT não sou eu, é vocês!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Futuro...



Saudações, caro leitor!

Esse sou eu, retomando com chave de ouro esse tão amado ântro de contestações e reflexões, exaltações ao nada sobre um tudo que me intriga e/ou incomoda!
Chave essa que abre uma porta em alguns dos que vão ler o que aqui escrevo, mas que em outros efeito algum surtirá!

Eis que, alguns meses após conhecer (infelizmente apenas por meio virtual, até então) e trocar algumas palavras com uma pessoa que me fascinou desde o primeiro instante, tenho um insight como há muito não tinha. Um insight digno de trazer pra cá, publicar, oferecer ao mundo e, nele, alguém que possa fazer bom proveito...
...obrigado, P.M., pela oportunidade que, mesmo sem querer, você me proporcionou ;) Te devo mais do que imagina...rsrs

Essa postagem, na verdade, há de ser dividida em duas, pois há duas formas de abordar isso...macro e micro...geral e subjetiva (no caso, focada no ser).

*** pt. 1 ***

Não dá para ter certeza de qualquer coisa, para começo de conversa, considerando-se que a natureza do tempo, do espaço e dos fenômenos que neles ocorrem é desconhecida...não se pode ter certeza do que está por vir, ou por vezes do que já se foi, sem correr o grave risco de se equivocar, de ter as informações e considerações enviezadas por inúmeros fatores, dentre eles a própria imprevisibilidade dos conceitos supracitados.
Pode-se acreditar, apostar, crer com convicção...mas nunca (até o presente momento em que escrevo) se certificar até que ocorra.

Nós vivemos baseados na expectativa de que nossos funcionários aparecerão para trabalhar todos os dias, no mesmo horário, sem imprevistos ou situações impossibilitantes...na expectativa de que teremos energia, água, mantimentos e paramentos de higiene básica para que possamos continuar nossas vidas com um mínimo de conforto e decência...na expectativa de que podemos continuar contando com estranhos para nos prestarem serviços (assim como contam com os nossos), com amigos e família para nos amparar em nossas necessidades (sejam quais forem, desde a convivência cotidiana segura e saudavel até a superação de uma dificuldade além de nossos poderes), com profissionais que se propõe a nos prestar determinados serviços acreditando que assim o podem...enfim, esperamos muito do incerto, do obscuro, do enevoado...do futuro, seja ele próximo ou distante...

Férias no fim do ano, aniversário de 15 anos, bodas de prata, aposentadoria...quantos não deixam de alcançar por diversos tipos de motivo diferentes? Impedidos por falta de dinheiro, de tempo, de oportunidade e até de vida (literalmente...), em alguns casos.

Claro que, se não nos basearmos em nada, não tivermos nossas "apostas íntimas", nossas convicções...se não corrermos riscos, como o de errar, de perder, de falhar...nada teremos em momento algum. Mas é delicada a situação da convicção, se formos parar para pensar...o quanto arriscamos, o quanto é posto em jogo, o quanto se pode perder por uma certeza que, por mérito, não é mais que uma ilusão!
Algumas pessoas apostam alto em suas convicções e por vezes perdem rgandes quantias de dinheiro, bens, familiares, amigos, amores, saúde, tempo, vida. Terá sido bem pago? Terá de fato valido a pena?

É algo que só eles serão capazes de responder, afinal...

sábado, 17 de março de 2012

Sexo...#2 - Valores


Caros leitores...apesar de isso nunca ter acontecido no DT anteriormente, achei válido que fosse, dessa vez.
Estou escrevendo uma postagem sequencial logo após a relacionada.

Na postagem anterior, eu dei uma passada geral sobre a temática Sexo e nessa vou entrar em alguns assuntos, como tabus e inversão de valores.

Pois bem...antes de iniciar o texto propriamente dito, quero homenagear duas pessoas importantes nessa fase da minha vida com essa postagem. Andei conversando sobre isso com ambas e, por razões e circunstâncias diferentes, elas ajudaram a compor muito do que vou escrever em seguida. Obrigado Day e Giih! ♥

Valores. Eis uma palavra que, hoje em dia, possui menos significados que já possuiu um dia.
Quando se fala em "valores", hoje em dia, o primeiro (e, geralmente, único) significado que vem à cabeça é dinheiro.
Mas antigamente, na época de meus pais, avós, bisavós e seus antepassados, o primeiro significado que vinha à cabeça eram os valores morais e éticos de uma pessoa. Conduta, carater, princípios...todos esses termos remetiam à boa conduta de um sujeito.

Uma pessoa honesta, respeitadora, cordial, educada, hospitaleira e ajuizada era o que se concebia por uma pessoa de valor. E não era difícil ser assim, como é hoje em dia. As pessoas desaprenderam a desejar sinceramente bom dia, a pedir licença para passar ou falar, a ceder passagem ao próximo, a pedir com gentileza e educação algo a um vendedor ou a alguém próximo. E isso num âmbito geral, seja entre familiares, amigos, colegas de trabalho ou pessoas desconhecidas. Isso, obviamente, também influenciou num crescimento e fortalecimento massivos de comportamentos preconceituosos em geral, seja quanto a gênero/orientação sexual, cor, crença, opinião política e outras coisas (muitas vezes fúteis...).

Pretendo falar somente sobre essa mudança de valores numa postagem próxima, mas o foco dessa postagem é o reflexo dessa mudança toda no Sexo e seu já tão conturbado ambiente.

Já vi várias vezes pessoas dizerem que alguém "é sem carater por ter uma orientação sexual diferente", ou que uma garota "é vadia por transar com o cara no primeiro encontro" ou ainda que "legal mesmo é 'pegar' um monte na balada", quase como e fosse uma competição. Não que eu seja a favor do tradicionalismo, do machismo ou qualquer outro -ismo limitador e repressor, mas essas frases refletem uma maneira doentia de ver o próximo, ver um outro sujeito que está fazendo escolhas pessoais que em nada interferem na vida do acusador.

O carater de uma pessoa tem a ver com ela roubar ou não diante de uma oportunidade, de trair ou não, de se importar ou fingir se importar com algo ou alguém...e não com ela preferir compartilhar de sentimentos, carícias e outros comportamentos afetivos com uma pessoa do mesmo gênero que ela. Eis um valor que se dissolveu no tempo, trazendo um julgamento errôneo acompanhado de uma acusação injusta a uma pessoa que tem suas razões e seus motivos para fazer tal escolha. Não é uma questão puramente cognitiva, em que ela simplesmente escolhe "prefiro garotos" ou "prefiro garotas". Existe os fatores atração, desejo, tesão...sentimento de completude. Se ela não se sente tão à vontade com alguém de outro gênero quanto com alguém do mesmo, ela não tem que se moldar ao que "acham" que ela deve. Cada um sabe do que o motiva e do que o repele, do que o agrada e o que o incomoda.

Da mesma forma, é imaturo e regredido pensar que uma garota que toma a iniciativa de estabelecer contato com um possível parceiro, não somente sexual, é uma garota sem valor, que merece ser usada e descartada como papel higiênico. Por que o homem sempre deve fazer o primeiro contato e isso não faz dele uma pessoa sem valor, assim como a garota se "fazer de difícil" não a descaracteriza, igualmente?
Por que o rapaz que sai com várias garotas diferentes é um "garanhão", um cara com valor e reconhecimento social, enquanto uma garota que sai com vários rapazes diferentes é uma "piranha", uma "sem vergonha", alguém que "não presta"?

Não sou feminista. Por mais que me digam que não, o feminismo privilegia a mulher exatamente como o machismo, porém de maneira mais sutil. Tanto que feministas chegam ao ponto de me dizer que "feminismo não é enaltecimento da mulher, e sim da igualdade de sexos". Se é assim, por que não se chama unisexismo, ou igualitarismo? Só o fato de o nome do movimento remeter ao feminino, já mostra quem é privilegiado pelo ideal. Ideologias e partidos a parte, eu defendo a idéia da igualdade de sexos com bom senso.
Não faz sentido por uma mulher para carregar grandes quantias de peso, assim como por um homem para fazer trabalhos mais delicados, somente porque se prega uma "igualdade". A igualdade se faz em permitir que ambos tenham as mesmas possibilidades, mas possam fazer as escolhas que desejam!
Se uma mulher prefere ser dona de casa do que trabalhar fora, isso não faz dela alguém prejudicado por uma cultura machista. Isso faz dela uma mulher com liberdade de escolha.

Assim como não desejo os parabéns às mulheres no Dia Internacional das Mulheres, em 08 de Março, pois elas nada fazem a não ser colher os louros do que as antepassadas delas conquistaram "queimando o sutiã na praça", apanhando da polícia, sendo ridiularizadas por muito tempo enquanto lutavam para terem as mesmas oportunidades que os homens. Ainda assim, não quer dizer que elas tenham ficado plenamente satisfeitas com o resultado. Tanto que muitas mulheres ainda hoje em dia preferem ser donas de casa, ser sustentadas pelos maridos, preferem ter "vida de madame" que arregaçar as mangas e ir à luta diária no mercado de trabalho.

O valor de uma pessoa não se mostra no sexo dela, seja a prática do ato ou o gênero, mas em como ela lida com isso e no que ela é além disso.

Cara Nova #7



E aí, gente!

Dessa vez as mudanças foram drásticas...mas eu percebi que estava na hora do DT dar uma reciclada no visual. Agora está muito mais agradável visualmente, redimensionado e com cores e formas mais sutis também.
Espero que gostem...
Ah! Como imagem temática, escolhi a aurora boreal, que simboliza para mim um fenômeno de mudança, renovação e sintonização com forças superiores...

Que boas vibrações continuem a nos acompanhar!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Sexo...


Esta postagem é muito especial. Muito mesmo.
Um assunto polêmico, mas essencial.

Se você é menor de idade (+18) ou não está familiarizado com o tema, pense melhor antes de prosseguir. Não me responsabilizo por qualquer consequência aos leitores dessa postagem, uma vez que não estou divulgando-a publicamente (estou postando, não divulgando!) e não estou insinuando ou influenciando os comportamentos de ninguém. Se tem uma coisa em que concordo com o cristianismo, é com o livre-arbítrio e cada um faça o que bem quiser com o conteúdo aqui exposto, desde que esteja disposto a arcar com as consequências disso.

Vou falar do começo de tudo, no dia em que tudo começou.
Exatamente, daqui a quinze minutos após essa postagem entrar no ar, eu estarei completando 3 setênios, um "blackjack" na idade...21 anos. Alguns de vocês leitores podem ter me imaginado mais velho, devido aos assuntos aqui tratados, mas minha idade biológica não diz muito sobre mim...assim como a de vocês...rs

Vamos ao que realmente importa: o tema de hoje, sexo!

Em termos gerais, a palavra sexo pode significar duas coisas: gênero sexual ou ato/comportamento sexual.
Quanto a gênero, temos os "tão-discriminados-sob-influência-do-machismo" Macho e Fêmea, seja entre animais e vegetais (sim, vegetais possuem sexo...os dois simultaneamente, mas possuem).
Quanto a comportamento sexual...bem...é sobre o que vou escrever agora...

Biologicamente falando, o ato sexual ocorre quando dois seres exercitam o contato e a interação entre seus órgãos genitais, originalmente com intento reprodutivo.
Num contexto mais amplo e digno de reflexão...
O ser humano (e só os golfinhos, além dele) desenvolveu em algum momento da sua evolução ao longo do tempo a noção de prazer sexual, uma sensação de êxtase e satisfação derivados da estimulação de seus orgãos genitais. Desde que a sociedade se formou, é um assunto bastante complexo e delicado, tido frequentemente por tabú e que hoje, mais do que nunca, se tornou imprescindível de ser trazido à tona.

O prazer sexual é muitas vezes aclamado como imbatível, sendo razão de incontáveis tipos de festas, crimes, manifestações artísticas e debates acalorados. Não bastasse isso, a gama de comportamentos e vivências que provêm o prazer sexual é colossal. Freud, psiquiatra e psicanalista já falecido há um tempo, postulou como eixo de sua teoria que o Homem vive em função do prazer sexual (não necessariamente genital) por utilizar suas zonas erógenas direta ou inderetamente como ferramentas para obter prazer.

Eu recomendo que, caso surja interesse em se aprofundar nesses conceitos de Freud após ler essa postagem, se procure fontes fidedignas de informação, como conversar com um psicanalista efetivamente, ou buscar suas obras. Há um autor, Juan David Nasio, que escreveu o livro Prazer de Ler Freud, que traz numa liguagem bastante simplificada - ao contrário da rigorosa linguagem científica -  os conceitos principais desse teórico.
Uma teoria um tanto controversa e mal interpretada, até hoje...

Indo ainda um pouco mais profundo no assunto, há aqueles que desenvolvem interesses um tanto...exóticos...no que diz respeito a sua vivência sexual. Há os que se interessam por pessoas do mesmo gênero, por pessoas de idades específicas, com aparências específicas, de tamanhos específicos, por animais, pessoas mortas, comportamentos agressivos/violentos (vou escrever sobre Violência x Agressividade em breve), tortura, uso de instrumentos, roupas, uniformes, imitações de cenas, comportamentos teatrais, posições que exigem certa flexibilidade, estimulação de determinadas regiões do corpo, relações com mais de uma pessoa ao mesmo tempo, relações sem penetração, relações com durações variadas, exploração dos sentidos, uso de alimentos, uso de temperatura ou objetos em determinadas temperaturas, ambientes exóticos, relações em público, relações debaixo d'água, relações virtuais, observação em vez de prática, auto-flagelo...e por aí vai...é muita coisa.

O que leva esses indivíduos a sentirem prazer diante dessas situações e comportamentos? É certo sentir prazer com algo tão extremo, dentre os supracitados? Deve-se aderir a um padrão, ou viver intensamente, por mais bizarro que seja?

Não se sabe ao certo até hoje como responder essas perguntas. Por uma questão de bom senso, aderiu-se genericamente pela livre escolha e prática sexual, desde que não se infrinja algumas regras sociais, como conservação do pudor, necrofilia, pedofilia, transgressão da integridade física a partir de determinados níveis, abuso de animais domesticados, entre outros, que são situações que podem trazer graves constrangimentos ou outros tipos de danos morais, emocionais e psicológicos a diversas pessoas.

Cada indivíduo se afina com determinadas situações e experiências, ou descobre aversão, repulsa.
O importante é, consideando-se que seja uma relação entre duas ou mais pessoas, tudo seja consentido e premeditado, para que não sejam causados danos (muitas vezes irreversíveis) em um ou mais dos participantes.

Vale lembrar também que deve-se, cada vez mais, atentar para o contágio e disseminação de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), termo auto-explicativo, acredito.
O uso de métodos preventivos, tanto de gravidez quanto de DSTs, é essencial para quem quer praticar por diversão. Nesses casos, recomenda-se o uso de "camisinhas", que a fêmea praticante faça o uso adequado de medicação anti-concepcional (devidamente acompanhada por um(a) ginecologista), bem como eventualmente o uso de outros artifícios, tais como o D.I.U. e o Diafragma. Existem cirurgias que tornam o sujeito infértil, tanto macho como fêmea, mas que só são possíveis dentro de determinados critérios variados de cultura para cultura.
Àqueles que praticarem sexo com fins reprodutivos, é sempre bom manter a restição da prática com um mesmo parceiro devidamente asseado, tanto para evitar doenças entre si, quanto para evitar as que podem ser eventualmente transmitidas ao bebê.

Enfim...é um assunto extenso, complexo e delicado, como já mencionado, e para entrar em questões mais específicas, como aborto, homoafetividade, transgênero e outras, serão necessárias futuras postagens.

Essa aqui é apenas uma introdução ao tema, que já devia ser tratado com menos preconceito e represálias há muito tempo, mas dentro de uma sociedade como a em que vivemos hoje, pautada em morais político-religiosas e repleta de pessoas que perderam seu senso crítico e banalizam qualquer assunto, independente de sua magnitude, fica sempre complicado se expressar e trazer determinados conteúdos à tona sem ser rechassado, apontado, condenado etc.

Que venham as pedras, pois o Diário está aqui para isso mesmo: causar! provocar! instigar!

E...falando em instigar...essa postagem foi em mim instigada por uma pessoa um tanto...intensa...que apareceu na minha vida.
O DT é famoso por homenagear em algumas de suas postagens certas pessoas que conheço e me chamam a atenção, mas essa aqui é certamente especial:

(foto escolhida pelo grandioso Fabrizzio Hanoi, irmão de coração)

Obrigado por confiar em mim, ser digna da minha confiança em você e me permitir abrir horizontes e explorá-los como se não houvesse amanhã! [Sem nomes, dessa vez. Ela sabe que é para ela ;)]

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Solidão...


Salve salve, meus caros leitores!

Depois de æons desaparecido, ressurjo com um tema no mínimo conveniente: Solidão.
Para ilustrar essa postagem, trago uma bela modelo que é também uma pessoa encantadora, quem admirei de longe por muito tempo, e admiro ainda mais agora com o contato estabelecido. Obrigado pela concessão de sua apreciada imagem, Dê. ;D

Bom...vamos lá...
Solidão é algo engraçado, ao mesmo tempo intrigante.
Entende-se por solidão quando uma pessoa se isola ou é isolada da presença e da companhia de qualquer outro ser vivo, ficando impedida de interação social e sofrendo as consequências dessa condição.

Agora...o que mais chama a atenção no que diz respeito à solidão é que...ela é impossível a longo prazo. Nenhum ser vivo consegue ficar isolado de interação social por muito tempo sem apresentar danos no modo de vida, comportamentos estereotipados e, no caso de seres humanos, alterações cognitivas, conhecidas vulgarmente por loucura.

Talvez a melhor explicação para isso seja a dificuldade em ter que lidar consigo mesmo, conhecendo seus defeitos, virtudes, vícios e afins. É como o silencio (sobre o qual pretendo escrever em breve)...nos primeiros instantes é suportável, até vista com banalidade...mas quando a solidão se prolonga, começa a se manifestar uma espécie de incômodo interior, uma estranha falta de algo...começa-se então a "falar sozinho", criar companhias imaginárias e recriar o mundo ao redor, adaptando-o para uma nova forma de vivência sócio-individual.
Uma situação clássica é a do filme Náufrago, em que o protagonista sobrevive à queda de seu avião no meio do mar, consegue ir para uma ilha deserta com algumas das mercadorias nele contidas e faz de uma bola de vôlei seu melhor amigo. A cena mais marcante do filme é quando ele consegue construir uma jangada para deixar a ilha e no meio do caminho, a bola cai no mar e ele fica desesperado para tentar "salvá-la", uma vez que havia lhe atribuido uma identidade.

Essa é a provavel razão de existirem as celas chamadas "solitárias" para os encarcerados que infringem regras (ou que estão severamente ameaçados, em casos mais raros) dentro de uma penitenciária. São forçados a conviver somente consigo mesmos durante dias, às vezes semanas, como forma de punição pelas infrações...
Aliás...a grande sacada por trás da construção das prisões é o isolamento.

Igualmente, aqueles que cometem crimes políticos são exilados, ou seja, expulsos de sua pátria, privados do contato direto com parentes, amigos, entre outros. Desde épocas remotas nossa espécie entendeu que isolar um indivíduo pode ser sutilmente torturante o suficiente para que isso possa ser usado como meio de controle.
Bem, não é essa a questão, retomemos o foco...

Considerando essa situação toda, levanto a questão: por que é tão difícil lidar com a solidão? Por que é praticamente impossível conviver consigo próprio e ninguém mais?
Teoricamente, faz mais sentido a habilidade em lidar apenas consigo mesmo do que com os outros, tão diferentes, com suas necessidades, gostos, preferências, exigências e afins.

Mas aí entra o grande detalhe que faz toda a diferença!!!
Assim como as formigas, cupins, lobos, patos e outras espécies de animais (e até alguns vegetais), o ser humano é um ser social, que depende da interação com outros de sua espécie (e até de outras, quando não possível relacionar-se com a própria espécie por alguma razão) para sobreviver, tanto pela necessidade de ajuda na execução de determinadas tarefas quanto pela própria companhia, compartilhamento de idéias, proteção mútua e outras tantas situações.

Mas é fundamental muitas vezes se isolar do contato social por algum tempo, seja para se reorganizar cognitiva e emocionalmente, seja para reavaliar conceitos, ou seja para conhecer novas pessoas, vivências e lugares. Para tanto, existem os chamados "retiros", que são casas, ranchos, fazendas e similares que se encontram em regiões afastadas dos centros urbanos, onde a pessoa pode se recolher para relaxar, repensar a vida, apreciar a natureza etc.

Solidão nem sempre é algo ruim. Basta que se aprenda a lidar com ela e aproveitar o melhor que se pode obter de sua vivência.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Duas potências #3: Caos x Ordem...


Essa postagem, como as mais recentes, tem um cunho muito especial que é, além de abordar uma questão delicada e complexa, homenagear aquela que me trouxe ao tema: Asphyxia. Não é a primeira vez que a homenageio aqui no DT, o que torna essa postagem ainda mais especial...pois é dedicada a alguém definitivamente marcante na história do Diário.

A série de postagens "Duas Potências" traz sempre um embate entre duas forças comumente tidas por opostas. Dessa vez, não será diferente. Muitas pessoas hoje em dia utilizam banalmente expressões como "minha vida está um caos" ou "o lugar estava um caos", sem parar para refletir que o conceito original de caos é um bocado forte para designar situações que podem bem ser classificadas como desordem, ou bagunça.

O Caos não deixa de ser um tipo de desordem, mas é a desordem em seu grau máximo, extremo!
É a absoluta ausência de lógica e razão, quando não se sabe o que esperar do próximo movimento, quando não se pode prever o que está por vir, quando não se pode estabelecer qualquer tipo de padrão.

A Ordem, por sua vez, é a mais absoluta previsibilidade, o mais tenro controle, a mais inevitável lógica. É quando tudo está onde deve estar e porque deve estar, sem que qualquer coisa ou força fuja à intenção original.

Como na lendária postagem Paralelos..., uma vida regada apenas pelo extremo do Caos perde o sentido. Tudo acontece ao mesmo tempo e simplesmente não se consegue ter paz, raciocinar com calma, saber o que fazer primeiro e como resolver os problemas e atender às demandas e cobranças que nos trazem a todo momento. Estudo, família, emprego, lazer, metas pessoais...tudo tende a ruir se permeado de Caos em tempo integral. Somos levados à tão estigmatizada "loucura".
Por outro lado,  Ordem excessiva torna a vida chata, monótona, previsível e (igualmente) sem sentido. Tendo tudo sob controle e nada com que se preocupar, não há razão para seguir em frente, pois nada será um desafio que nos propulsionará rumo à evolução pessoal. É como jogar sozinho e não ter como perder.

O ideal, sugerido recentemente na postagem Equilíbrio..., é que se tenha pitadas de arrumação e bagunça em sua vida. Organização excessiva é doentia e pode causar grandes conflitos num momento ou situação em que você seja exposto a desorganização e não for capaz ou tiver permissão para arrumar.
Desorganização excessiva é doentia e pode trazer uma série de problemas, como não encontrar documentos quando necessário, perder a hora para compromissos importantes, deixar de cumprir tarefas prioritárias por usar seu tempo com trivialidades, por exemplo.

Sem uma pitada de desordem, a vida perde a graça, mas sem o mínimo de organização, ela perde o rumo ;)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Cara Nova #6 - Sonho



Mudanças por aqui de novo!

Fim de ano, entrando em Dezembro com pé direito, pensando em todas as conquistas ao longo do ano e nas que ainda estão por vir nesse promissor 2012. Estou muito contente por ter voltado a falar com alguém especial...alguém que descobri especial desde a primeira troca de palavras. Estava com saudades, mas nossa reaproximação não dependia de mim.
Obrigado por voltar...é um pedaço da minha história que volta a estar completo! ♥

Trago a temática "Sonho"...para que nunca deixemos morrer os nossos... ;)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Vício...

E aí, galera!
Essa postagem terá uma homenageada muito especial, que me mostrou um vídeo interessante e me inspirou a escrever aqui. Sempre temos conversas muito interessantes e compartilhamos de certas premissas como ninguém. Resumindo, alguém digno de se estar aqui. Freyja, essa é pra você! ♥

Bem...segue, em primeiro lugar, o link do vídeo que ela me mandou, para que vocês possam entender o contexto que me levou à presente reflexão:

"Todo vício começa com C"  (retirado desse blog).

Muito bem...vamos à minha parte do trabalho agora...

Desde que comecei a faculdade de psicologia, tenho visto e aprendido muita coisa sobre a natureza humana, principalmente no que diz respeito ao funcionamento de seu raciocínio, sua reflexão, seu julgamento e seus comportamentos (que era minha principal intenção ao iniciar o curso, muito antes de pensar nela como profissão...).

O preconceito com pessoas reféns de adições ainda é muito grande, por mais campanhas que haja, por mais conscientização que se busque fazer, por mais que se lute pela causa. Inúmeros artistas dependentes químicos, emocionais, obssessivos-compulsivos e em condições semelhantes, que passam ou passaram por essa condição de sujeitos ao vício, hoje tem fundações e projetos de recuperação de dependentes em geral, mas isso não é divulgado com tanta frequência quanto violência, politicagem e anti-cultura (que será outra postagem lançada em breve).

Um indivíduo dependente de álcool, por exemplo, é chamado de alcoólatra (que é um termo pejorativo atualmente, tendo sido substituido por alcoolista), de vagabundo, de sem vergonha, de bêbado entre outros "apelidos carinhosos", mas nunca é visto pelo lado de refém de uma condição fisiológica que se estabeleceu.
Quando ele começou a ingerir álcool, seja por farra, por status, por curiosidade ou qualquer outra razão, seu corpo sofreu um bocado até se acostumar com aquela substância algoz que lhe adentrava e consumia seu organismo lentamente. Nas primeiras experiências, o sujeito passava muito mal, regurgitando boa parte do pouco que havia consumido, por intolerância química de seu organismo àquele "corpo estranho". Mas, como um ser adaptável que é, seu organismo passou a absorver partes dessa substância após algumas tentativas e "entendeu" que é uma substância não mais estranha, mas provavelmente necessária ao organismo, devido à recorrência de sua ingestão.

LEMBRANDO QUE não estou falando de um ser consciente quando falo do organismo do indivíduo, mas de um organismo em processo de adaptação fisiológica representado por uma simulação de cognição a título ilustrativo.

Dessa forma, o organismo passa a sentir falta da nova substância em sua ausência, manifestando isso toda vez que o indivíduo se depara com uma situação conveniente, como diante da presença da substância, ou em uma situação de estresse - considerando que o consumo da substância produz efeitos em seu organismo que lhe trazem as sensações de prazer e satisfação, como o preenchimento de um vazio.

Quando se chega nesse estado, livrar-se da substância passa a ficar cada vez mais difícil...e cada vez mais...e mais...até chegar num ponto em que o indivíduo não consegue mais viver sem seu objeto de preenchimento - lembrando que usei o exemplo do álcool, mas o mesmo serve para jogos de azar (como cassino e carteado), cigarro, remédios, drogas ilegais, tais como a cocaína, a maconha, o crack, o oxi, o (agora) recente "krokodil", sexo, internet, jogos virtuais, dentre inúmeros outros aditivos - e faz de tudo para obter mais um pouco daquele prazer momentâneo que, muitas vezes, passa a ser seu esconderijo do mundo real, onde a dor, o sofrimento, a pressão, a desilução, a mentira, a cobrança e a obediência imperam.
Muitos realmente passam a acreditar que o consumo do aditivo é uma opção absolutamente válida para se desestressar, fugir dos males supracitados, compensar suas fraquezas e erros. Mero devaneio...

No fundo, a maioria sabe que a adição em questão está levando-os "para o buraco", ao fracasso, à ruina, em vez de salvá-los, ao passo que lhes torna pessoas de difícil convivência e tirando deles tudo que é de fato mais importante, como amigos, famiília, cônjuges, emprego, prazeres mais duradouros...liberdade.

Engana-se demasiadamente quem pensa que um viciado não sofre mesmo durante o consumo de seu objeto de adição. Antes, durante e depois do consumo, logo após pensar em quando consumirá de novo, a grande maioria dos aditos pensa em como já não tem forças para combater esse algoz que os arrasta irrefreavelmente para a ruína a cada "dose".

Nossa obrigação cívica e humana, enquanto sóbrios e sadios, é não somente fazer o máximo para recuperar aqueles que ainda estão dispostos a se salvar, se libertar, como prevenir contundentemente a adição de mais indivíduos, não só através de conscientização em escolas e palestras, mas conversando com nossos filhos, amigos, nos inteirando do assunto, promovendo campanhas de recuperação e batalhando para que seja mantida a saúde, não somente física, mas principalmente psicológica daqueles ao nosso redor.

Qualquer esforço é válido...e muito bem vindo ;)

PS.: Seguem os links de uma iniciativa dos irmãos Kancler/Star, que criaram um projeto de recuperação de jovens viciados através da música, assim como o baixista Nikki Sixx. São iniciativas esplêndidas e muito dignas de serem divulgadas e apoiadas. Os sites estão em inglês, mas vale muito a pena quem puder buscar alguma forma de tradução, caso não domine a língua inglesa.
Música, assim como vício, não é coisa de vagabundo!
Sem arte, o ser humano certamente não teria sobrevivido até hoje. E quando a música se torna um vício...é bem menos pior ;P

http://www.rockstarsuperstarproject.com/
http://rockstarsuperstarproject.com/forums/showthread.php?tid=28
http://covenanthousecalifornia.org/running-wild-in-the-night.html

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Equilíbrio...


Saudações pessoal...

...retorno com outra homenagem, dessa vez a uma pessoa que provavelmente nunca vai ter idéia da grandiosidade do que faz por mim...mas eu tenho...e muito do que sou e serei, é graças a ela...
Ketty, essa é pra vc...♥

Já dizia um sábio grego, conhecido por Aristóteles, que virtuoso é aquele que segue o "caminho do meio"...o equilíbrio. Imagino que todos sabemos que é um caminho impossível de se trilhar o tempo todo, considerando que somos seres naturalmente instáveis em todos os sentidos - emocional, psicológico, comportamental etc.

Minha mãe e outros sábios sempre me disseram que qualquer extremo é prejudicial...mas eu pensava: "Mesmo o extremo da bondade? da justiça? do amor???".
Pois bem...temo que terei que concordar com eles, pois andei experimentando e observando situações que me levaram a entender como um extremo, por melhor que possa parecer ser, nunca poderá ser pleno.

Aquele que pratica o extremo da bondade será subjugado pelos que vivem a maldade, plena ou parcial, e nunca será capaz de se defender ou retribuir, pois estaria fazendo mal a alguém e isso iria contra seus princípios, sendo dessa forma vítima inevitável.
Aquele que pratica o extremo da justiça pode perder pessoas queridas que cometerem falhas, pois na condição humana da qual gozamos, não somos impassíveis de errar, por mais que nos esforcemos.

...poderia isso, inclusive, caracterizar um erro? ...a busca da perfeição? Acho que já tenho uma nova postagem em vista...logo mais...

Aquele que pratica o extremo do amor, perde a razão...torna-se refém do ciúme, da possessividade, da carência...perde o juizo e comete transgressões que vão de birras a assassinatos, em nome daquilo que acreditam e que lhes consome a alma...o sentimento mais perigoso, ao meu ver. Inclusive mais que o ódio, acredito, pois o ódio é nítido, transparente...o amor ilude, se disfarça, ludibria enevoadamente...envolve, cega e domina...quando fora de controle, obviamente!

Portanto, subestimar a sabedoria dos antigos e supervalorizar nosso conhecimento irrompente contemporâneo advindo do progresso tecnológico constante é um dos maiores, se não o maior, ato de estupidez que um ser humano poderia cometer.

Mal sabiam os integrantes da Escola de Frankfurt, teóricos da filosofia que acreditavam que numa era tecnológica teríamos salas de aula repletas de gênios, que a época deles foi o auge da sabedoria humana...e que estamos caminhando para outro extremo hoje em dia: o do Eu.

Admiro e valorizo demais pessoas como a Ketty, a quem dedico essa postagem, pois foi uma pessoa que nunca vi tendendo a um extremo, qualquer que fosse...acredito inclusive que foi a pessoa mais equilibrada com quem já conversei...
Nunca a vi eufórica, deprimida (no sentido popular, não patológico), furiosa, entregue a qualquer emoção de modo a ser dominada...sempre "senhora de si", sempre no controle de suas emoções, sejam elas quais forem.

Se mais de nós fossemos como elas, ainda estaríamos nos preocupando com a possibilidade remota de uma guerra mundial...não com a terceira...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Duas potências #2: Arte x Ciência


E aí pessoal...essa postagem vem em homenagem a duas amadas minhas que, por alguma razão, me inspiraram a escrever esse artigo. Uma é a razão de eu ter entrado nesse assunto - minha mãe - e a outra foi quem sugeriu que eu postasse essa reflexão aqui - Lïzzie Maverïck ♥ (foto)
Agradeço a essa díade que foi tão crucial para que eu trouxesse ao DT a postagem que segue.

Para quem já leu o artigo Duas Potências #1, esse aqui é uma continuação do  embate, porém, voltado agora para o lado artístico da vida.

Ao contrário do que muitos dizem, arte não é só "algo que vem de dentro", puramente emocional.
Estava eu a estudar uns textos de Aristóteles com minha mãe e li algo muito interessnte que ele disse sobre a arte e a ciência: ambas só podem existir a partir de experimentação, e não mera experimentação ao acaso, mas experimentação consciente, tipicamente humana.
Essa seria a razão pela qual outras espécies, animais, vegetais e outras quaisquer que possam haver, não produzem arte. Porque a arte não é inata, mas sim uma construção intencional e baseada em produção e apreciação (ou depreciação, que levará à busca por aprefeiçoamento). Mera experimentação, sem propósito, nenhum resultado é capaz de gerar.

Toda forma de arte - seja ela música, fotografia, teatro, pintura, escultura, arquitetura ou qualquer entre tantas outras -, exceto em estilos como o abstrato, o surreal e o chamado "experimental" (assim denominado por caracterizar uma experiência, sem resultado esperado se não a inovação e a ousadia), segue determinados padrões que a configuram como agradável e aceitável.
Na pintura, temos a lei de contraste (muito usada na pop art) e outras regras de combinações de cores que, mesmo não sendo explícitas na maioria das vezes, são refletidas nas próprias obras. Quando você olha para um quadro que retrata um campo de folhas azul royal, flores laranjas e céu verde limão, provavelmente vai considerá-lo estranho a princípio...a não ser que já esteja acostumado e tenha aprendido a apreciar esse tipo de obra.
Na escultura, por exemplo, imagens de figuras ou seres assimétricos nos parecem "feios" num primeiro instante, pois está implícito no ser humano que a simetria reflita a verdadeira beleza. Pode-se constatar isso em diversos vasos chinêses, gregos e até na arquitetura de catedrais - como a de Notre Dame, na França - e de templos - como o Partenon, na Grécia (antes de ruir) - ou outros tipos de monumentos - como a Esfinge, no Egito.
Na música temos as escalas e os modos musicais, que orientam o músico quanto a que notas ele pode usar com base na harmonia proposta. Se um guitarrista faz um solo e toca notas fora da escala, nos soa incômodo e desagradável; ou quando se toca um acorde que não faça parte de alguma progressão harmônica esperada, também nos soa desconfortável. Letras de música totalmente desconexas ou sem rimas costumam agradar a um público muito pequeno.

Lembrando que aqui, para efeito de exemplificação, excluí até agora a liberdade de expressão artística presente no surreal, no abstrato e no experimental. Chegarei neles em seguida. 

Quando se foge a esses padrões que expus, dentre tantos outros, não conseguimos apreciar com facilidade a obra. Pelo menos, não a princípio. Há pessoas que desenvolveram seu gosto por esse tipo de fuga dos padrões e até passaram a reproduzir essas novas modalidades. O surreal, o abstrato e o experimental são estilos desafiadores, criados mais com intenção de chocar, de chamar a atenção, de intrigar, do que de, propriamente, serem apreciados. Nos dias atuais, já agregam uma quantidade considerável de admiradores e aristas reprodutores...mas ainda há uma maioria demasiado apegada à "velha escola" da arte.

A questão é que, seguindo os padrões ou buscando fugir deles, não se consegue fugir à racionalidade para compor, criar e produzir.
Não que o fator inspiracional inexista! De forma alguma...até para escrever aqui eu preciso estar inspirado o suficiente (o que explica meus sumiços æonianos, na maioria das vezes). Sem inspiração, só utilizando sua racionalidade, o artista se torna frio, superficial e apático. É necessária a fantasia e os devaneios do artista para que sua obra não se torne mero acontecimento despropositado.

Logo, são necessários tanto o fator inspiração quanto o fator reflexão para que seja "trazida à vida" uma obra de arte, e é do equilíbrio dessas duas potências - por vezes, conflitantes - que surge a maioria das obras consideradas, por grande parte do público mundial, perfeitas.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Giz...


Saudações, leitor...


Após longo período de latência, retorno às teclas quem me ajudam a transmitir os (muitas vezes absurdos) devaneios que me acometem e me levam à reflexão sobre coisas que nos passam batidas a maior parte do tempo.

Eu ia chamar essa postagem de "...Of Chalk And Men" (ou Sobre os Gizes)...mas resolvi que só "Giz..." sintetizaria o conceito...

Bem, lá vamos nós...
"O que tem em comum um ser humano e um giz?", te pergunto. E, independente do que você vai responder, eu te direi: "Muita coisa...mais do que você imagina!".

Tudo começou quando eu saia para o intervalo de uma aula de quinta-feira na faculdade e, por alguma razão, peguei um giz. Enquanto andava a admirá-lo, comecei a me perguntar "O que será que há por trás de um giz? Afinal...ele não pode ser SÓ um giz...".
"Como assim, 'só um giz'?" você me pergunta.
Bem...o que se entende por giz quando se fala de um...?

Que é um pedaço, branco ou colorido, de um composto químico aglomerado num bastonete poroso que se desgasta em forma de pó quando atritado contra uma superfície sólida e deixa um rastro de sua cor por onde for pressionado, utilizado em geral para fazer marcações ou para escrever/desenhar em lousas...resumidamente.

Tá...............e aí? É só isso?
Por que seria? E por que não?

Comecei a divagar sobre o Homem utilizando a mesma linha de raciocínio do giz...forma, cor, textura, composição e funções possíveis. Comecei com o giz branco, apenas...

Cheguei às seguintes conclusões, a princípio (estou usando o giz nas descrições como um sujeito independente a fim de torná-lo mais próximo da realidade humana para efeito de comparação...afinal, todos sabemos que nenhum giz toma atitude alguma por si próprio, apenas pode ser operado - geralmente, por nós...seres humanos):

*** O giz se desgasta conforme opera alguma função ou entra em atrito com algo. O Homem também;

*** O giz se desgasta em determinados pontos conforme um ou outro de seus lados são usados em alguma tarefa, deixando-o mais "afiado" então de um lado ou outro conforme é explorado em seus múltiplos lados. O Homem também...quanto mais explora uma potencialidade ou habilidade, mais "afiado" (como dito em gíria para experiente ou hábil) fica naquele seu lado. Alguém que se aplica à área de cálculos nunca desenhará ou cozinhará tão bem quanto calcula, a não ser que os pratique também. O tanto que ele praticar será o quão mais experiente ele passará a ser. Logo...quanto mais lados se explora, tanto do ser humano quanto de um giz, mais afiado eles ficam em todas as direções;

*** Quando um giz se quebra em algum ponto, ele mostra que, por mais polido que ele seja por fora, ele ainda é rude, irregular e áspero por dentro...não está sob seu controle, é de sua natureza. O Homem, igualmente, é polido e moldado para conviver socialmente de maneira mais saudável e proveitosa de uma forma geral...mas, ao passar por uma crise, um surto ou situação semelhante, ele revela um lado impulsivo/instintivo seu que, muitas vezes, até ele desconhece. Um lado agressivo, quase animalesco, beirando à irracionalidade...rude, áspero e irregular...escondido dentro de si;

*** Independente se usado para bem ou mal, o giz se desgasta ao executar uma tarefa e isso pode ou não valer a pena, dependendo de como é aproveitado seu resultado. O Homem, idem.

Até aqui, já tivemos algumas considerações interessantes, não?
Agora deixe-me abrir o leque quando introduzi outras cores de gizes à reflexão, dessa vez no caminho de volta para casa após o término da aula:

*** Gizes podem ter diferentes cores, mas ainda podem executar as mesmas tarefas. O Homem também;

*** Quando gizes de diferentes cores interagem, sendo usados juntos para desempenhar uma mesma função, apesar de o resultado ser basicamente o mesmo, suas condições subjetivas, representadas através dos rastros coloridos que deixam, revelam diferentes formas de interpretação de cada...visto que cada cor dará uma intenção ao resultado da tarefa. Não se entenda isso como a cor do giz, mas a de seu traço! O Homem, enquanto indivíduo, padece da mesma inevitável condição;

*** Quando dois gizes de diferentes cores são atritados um contra o outro - entendendo-se isso como uma interação social, e não simplesmente como um atrito no sentido de conflito -, deixam um no outro marcas de suas cores, como reflexo de um compartilhamento de suas subjetividades. Cada um passa a ter um pouco do outro em si, compondo um novo ser "multicor". O Homem, ao interagir socialmente, sofre a mesma condição;

*** A quantidade de cor compartilhada remanecente em um giz pode ser diferente da quantidade deixada no outro. Igualmente, uma pessoa pode receber mais influências ou se simpatizar mais com a outra do que o contrário. Novamente, a subjetividade torna-se uma variável indeterminada;

*** Quando um giz "contaminado" (não no sentido pejorativo) por outra cor desempenha uma nova tarefa, ele pode deixar escapar parte da nova cor adquirida, como resultado da influência daquela interação social em seu novo eu. Quando uma pessoa aprende ou adquire um hábito de outra, passa a refletir aquilo como sendo uma nova parte de si, não existente originalmente, mas fruto do contato entre elas.

E aí...o que me diz? Temos ou não muito que aprender com os gizes, mais do que só com os rastros que deixam? ;)

Até breve!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Cara Nova #5 - Lousa


Hey galera...sei que sumi, mas sempre volto ;P
Hoje venho propor um novo cenário para o DT, baseado numa reflexão que fiz recentemente e que apresento na postagem seguinte ;)

Como já dizia o pessoal da banda Luxúria:
"Já fiz até um testamento que não tem nada, nada, nada escrito / Já que a minha maior herança é a que eu vou levar comigo".
Ou seja...o conhecimento ;D

Enjoy it!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Poesia #003: Point Of View


Lost Into Flooding Emptiness, Another Neglected Desire Dances Enticingly Across The Hall
After Ruining Every Joyful Unshying Smile Torn Awaken,
Moving Against The Trembling Echoing Rapture Of Fate,
Pursuing Obsessive Impure Nightmares Through Oblivion's Forest,
Vanishing Into Eternity's Whisperings...

//Vikki Svart

Cara Nova #4 - Livraria


Bom pessoal...resolvi dar uma revisada no visual aqui depois de algo que me aconteceu ontem...
Quando mais novo, meus pais iam ao shopping comigo e me deixavam nas livrarias pra ver e ler os livros por lá...e saíam pra passear, fazer as coisas deles por lá, enfim...
O mais engraçado é que eu ficava tão entretido com os livros, Cd's e afins que passavam-se horas e mais horas e quando eles voltavam, para o espanto deles, lá estava eu, lendo exatamente como eles me deixaram...

Ontem fui a um shopping em São Paulo e, ao visitar suas duas livrarias, lembrei-me daquela época e me bateu uma forte nostalgia...então, em homenágem aos bons e velhos tempos, dedico o novo visual do Diário às livrarias...os melhores refúgios para pessoas como nós...afinal, se você ainda frequenta meu blog e lê meus discursos absolutamente extensos, então você definitivamente partilha dessa natureza literata tão especial... ;)

Poesia #002: Angels Never Suffer


Humans were born to suffer...

Suffer from love, suffer from hate,
Suffer from joy, suffer from sadness,
Suffer from pleasure, suffer from pain...

Suffer for everything, suffer for nothing,
Suffer for there's sunshine, suffer for there's rain,
Suffer for they're right, suffer for they're wrong...

Suffer in vain and suffer again,
Suffer for never is always forever,
Suffer for life...suffer for death...

Well...as long as angels cannot feel,
Angels never suffer, but...
...would be that an advantage at all?

//Vikki Svart